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Outros Contos da Montanha
Em muitas destas paragens transmontanas, devido ao êxodo rural para a Cidade e à emigração para o Brasil, África e a Europa (França), a sua cultura, as suas tradições, os seus usos e costumes só já residem na memória de alguns resistentes. Contudo, esses envelhecem e não são eternos como as montanhas e as pedras do casario, que ficam abandonadas a si próprias.

Manifestamente contra esse abandono, Miguel Torga termina o prefácio à quarta edição de Contos da Montanha, em 1968, com a frase: “Portugal necessita urgentemente de ser repovoado”. A obra Outros Contos da Montanha mostra a partir do local, em 2009, que a mesma realidade social se mantém. E, como se diz no seu prefácio, o propósito desta obra será o de travar esse processo que parece irreversível: “E tal como um iceberg que se vai derretendo, também o mundo rural está desaparecendo. Acaso o homem rural será a espécie mais ameaçada de extinção em Trás-os-Montes. E neste movimento de extinção, desaparecem os usos e costumes, as lendas e os mitos, os saberes antigos, as artes tradicionais…”

Nesta linha ideológica a obra Outros Contos da Montanha tem o objectivo primordial de sensibilizar os jovens nativos destas terras e todos aqueles que amam Trás-os-Montes de que o verdadeiro progresso reside na conservação da sua identidade, que se encontra presente nas suas raízes. Parafraseando Torga, urge que Trás-os-Montes seja repovoado num equilíbrio harmonioso entre o reino mineral, animal e vegetal.
Pelos 36 contos do livro perpassam em comunhão o homem e os labores da terra, afinal as suas vivências numa convivência íntima e genuína com o seu aspecto mais terroso e as suas aspirações à eternidade numa ambivalência religiosa de superstição e misticismo.
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